Minha Tragetoria de Vida

Nasci em Belém do Pará em 1989, atualmente moro na cidade de Marituba-Pa, formado pelo curso de Licenciatura Plena em Teatro na UFPA (2013).

Foi no Colégio Moderno em 2006 que iniciei no teatro como ator, vindo a ter minha primeira apresentação em 2007 com o espetáculo "A Teia", direção de Dionelpho Junior com o grupo Trupe dos contadores Mentirosos. Neste mesmo ano junto com este grupo realizei mais dois espetáculos: "A Carne", adaptação da obra "A Santa Joana dos Matadouros" de Bertold Brecht e "Era uma Vez a Terra", texto de Dionelpho Junior.

Final de 2007 participei como ator do espetáculo de ballet clássico "A Semente" realizado pela escola de dança Jaqueline Mendes.

Inicio de 2008 ainda com a escola de dança Jaqueline Mendes participei da montagem do espetáculo de dança contemporânea, como bailarino-intérprete, no espetáculo "A Cela" dirigido por Everton Pontes.

Em Outubro de 2008 entrei no grupo Teatro do Oficio e participei da montagem do espetáculo "Uma Flor para Linda Flora", obra de Carlos Corrêa Santos com direção de Luiz Fernando Faz. Este espetáculo permaneceu em cartaz desde 2008 até a sua ultima apresentação em 14 de Novembro de 2010 na cidade de Parauapebas-Pa.

Em Junho de 2009 participei como ator do espetáculo "Noite de Festa no Arraiá" da Companhia de Dança Ana Unger, com direção de Claudio Barros.

Em 2009 entrei na UFPA, no curso de Licenciatura Plena em Teatro, o qual concluí em 2013.

Em Julho de 2009 entrei no GITA- Grupo de Investigação do Treinamento Psicofísico do Atuante, onde permaneci até 2011. o GITA tem como linha de pesquisa as "Artes marciais e performance cênica no ocidente: interações metodológicas para otreinamento psicofísico do atuante cênico". Participei de duas pesquisas, a primeira:Estudo diacrônico das artes marciais asiáticas utilizadas no treinamento psicofísico do GITA: uma história de memórias psicofísicas. A segunda: A Criação do Papel Neutro.

Ainda no mesmo ano em dezembro participei novamente como ator do espetáculo "O Quebra Nozes" da Companhia de Dança Ana Unger.

Em 2010, ministrei a oficina "Jogos Dramáticos e Jogos Teatrais", projeto aprovado pela casa da juventude-CAJU. Atuei como monitor do Grupo de teatro infanto juvenil da ETDUFPA durante todo o ano. Ministrei também oficina de "iniciação teatral" na E. E. E. F. M. Dr. Paulo Fontelles; para professores formadores do Programa PROINFANTIL da Secretária do Estado de Educação – SEDUC (AGF/Belém); e na escola E. E. E. F. M. Júlia Seffer, através do projeto “Escola de Portas Abertas” (teve duração desde 2010 até 2011).

Em 2011 além de participar como pesquisador do GITA na segunda pesquisa, atuei também como bolsista do projeto de extensão PREAMAR TEATRAL, projeto este que visa trabalhar com oficinas teatrais tendo como objetivo atender crianças escalpeladas e jovens com deficiência. Ministrei oficinas de teatro no projeto PELC-PRONASCI (teve duração de 2011 até 2012).

Em 2012 atuei através do projeto "mais educação" em oficinas de iniciação teatral nas escolas E. M. E. F. João Rafael Cardoso Teixeira e Mário Barbosa. Participei na montagem da livre adaptação da obra Romeu e Julieta intitulada “Intão”, ganhadora da bolsa de criação e experimentação artística promovida pelo Instituto de Artes do Pará (IAP). Neste mesmo ano iniciei o meu TCC intitulado “O artesão de si mesmo: um estudo do processo de criação do ator Claudio Barros no espetáculo Solo de Marajó”, este projeto visa pesquisar os procedimentos metodológicos utilizados pelo ator para a construção dos personagens.

Em 2013 houve a defesa do TCC citado a cima. Atualmente leciono a disciplina de Artes em escolas públicas do município de Marituba (Padre Romeu Pires Borges e Professora Emilia Clara de Lima) e na instituição particular Albert Einstein.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

“JOGOS DRAMÁTICOS E JOGOS TEATRAIS”

Por: Diego Augusto Pereira da Rocha

A oficina “jogos dramáticos e jogos teatrais” ocorreu no período de 13 de Setembro a 7 de Outubro, teve o seu desenvolvimento a partir de jogos dramáticos e teatrais que serviam de estimulo para que os alunos começassem a ter os seus primeiros contatos com a técnica teatral. Os jogos dramáticos têm como princípio a introdução das técnicas de teatro de uma maneira menos rigorosa, parte de jogos, não sendo predominante a busca de técnica de atuação e sim perceber quais os níveis de entendimento de cada aluno a respeito do fazer teatral e indiretamente estar introduzindo alguns princípios recorrentes da técnica teatral, não sendo este ultimo no jogo dramático o mais importante. Já os jogos teatrais, revelam-se pelo interesse claro e objetivo da introdução e aplicação das técnicas utilizadas em cena a partir de exercícios que foquem claramente os princípios utilizados em cena (atenção, vigor, respiração, equilíbrio, energia, foco) e que por tanto o aluno-ator irá a partir destes exercícios estabelecer contato com estes princípios e compreender no seu próprio organismo como cada um se desenvolve.
Através destes jogos-exercícios, os alunos foram tendo conhecimento do fazer teatral, no final da primeira semana foi escolhido o tema do círio para que fossem aplicadas as técnicas que se desenvolveram e estariam a se desenvolver durante a oficina.
Na segunda semana continuamos com os jogos, mas neste momento o direcionamento dos exercícios visavam a construção de cenas, elaboradas e construídas pelos próprios alunos a partir dos estímulos provocados pelos jogos que foram sendo inseridos conforme as necessidades dos alunos. Terminada a segunda semana tínhamos a construção de cinco cenas, todas criadas pelo próprios alunos durante a oficina.
Terceira semana foi destinada aos ensaios destas cenas, ao aprimoramento das técnicas repassadas até então (atenção, vigor, respiração, equilíbrio, energia, foco, ponto neutro-ponto de apoio, organização do palco), houve em alguns momentos quem trocasse de cena e propusesse outra concepção, este também foi o momento que experimentação das diversas cenas propostas pelos alunos, sendo que seriam apenas escolhidas cinco (5), para compor junto com a programação da Cada da Juventude o “Auto da Juventude”.
Na quarta e ultima semana continuamos com os ensaios e fizemos também ensaios geral junto com a Trupe da Casa da Juventude e no dia 7 de Outubro deu-se a conclusão da oficina “Jogos Dramáticos e Jogos Teatrais” tendo como resultado a participação no “Auto da Juventude” que abordou como tema o círio.
Procurei utilizar nesta oficina historias trazidas pelos próprio alunos e que eles no decorrer do processo se utilizaram para compor suas cenas, concluímos a oficina com 10 alunos, estes foram os que fizeram a apresentação no dia 07 de Outubro junto com a trupe da Casa da Juventude, o coral e um grupo de dança .
Tenho esta oficina como satisfatória, pois os alunos que participaram e chegaram até o final mostraram muito interesse não só na oficina em si, mas pelo fazer teatral, sendo quase todos iniciantes no âmbito do teatro eles conseguiram atingir um nível muito bom, levando em consideração que este resultado talvez não seria possível se não fosse o interesse deles próprios em deixar-se permitir e apreender as técnicas do teatro.
No inicio da oficina alguns mostraram vergonha em ir á frente e fazer o que os jogos estavam propondo, quem já tinham experiência com o palco ia sem nenhum medo, faziam e propunham novas coisas, no decorrer das aulas os mesmo alunos que se mostraram com dificuldades para realizar algumas atividades começaram a arriscar e no final da oficina “Jogos Dramáticos e Jogos Teatrais” estavam todos em um nível, que no teatro costumamos chamar de “prontidão”, todos participavam das atividades propostas sem nenhum receio, creio que isso só pode ser conquistado devido a metodologia utilizada, onde eu busquei fazer com que cada integrante da oficina conhecesse o outro e vice-versa, a partir daí os alunos passaram a ter confiança em si e no próximo, estabelecendo por tanto uma corrente de segurança que, acredito eu, parte da confiança no meio em que se está inserido para sentir segurança em propor contato e explorar as potencialidades que cada um tem.
Não é apenas a partir da observação da “desinibição” dos alunos que tomo esta oficina como satisfatória, mas também pelo resultado que se obteve nesta oficina, que durou 19 dias, onde os alunos puderam aplicar de uma forma teatral e trabalhada as cenas que foram construídas no decorrer da oficina e realizadas no “Auto da Juventude”, para mim que estava de “fora”, percebi algumas falhas na construção de personagens e nas cenas, mas isso já nos remete ao próprio trabalho de ator que cada tem de ter e isso se consegue com tempo.

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